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sábado, 14 de novembro de 2009

Professor prevê viagem no tempo ainda neste século

Um pesquisador da Universidade de Connecticut, nos EUA, diz ter encontrado um método viável para viajar no tempo. Usando como base a famosa equação da relatividade de Einstein, E=mc2, Ronald Mallett desenvolveu um experimento para observar o movimento de partículas subatômicas no tempo, e acredita que a viagem de humanos poderá acontecer ainda neste século.

"Einstein mostrou que massa e energia são a mesma coisa. Sempre que você fizer alguma coisa ao espaço, você também afeta o tempo," disse Mallet, professor na universidade há 30 anos. "Girar o espaço também leva o tempo a girar, significando que, ao menos teoreticamente, é possível caminhar através do tempo assim como caminhamos pelo espaço," completou.

O experimento de Mallett utiliza espelhos e lasers para criar um raio de luz circular que deve distorcer o espaço-tempo à sua volta. Vendo que partículas de neutrons têm um ciclo de vida muito curto, Mallett espera observar essas partículas existindo por um tempo maior do que o esperado quando colocadas no aparelho. Um ciclo de vida maior significaria que as partículas atravessaram uma dobra de tempo até o futuro.

Enquanto a sua equipe ainda espera financiamento para o projeto, Mallett calcula que a possibilidade de viagem no tempo utilizando este método poderá ser verificado dentro de uma década. "Dependendo das descobertas, tecnologia, e financiamento, acredito que a viagem de humanos através do tempo poderá acontecer ainda neste século," disse Mallett ao site PhysOrg.com.

2 comentários:

lughcel disse...

Se algo viaja a velocidade da luz no espaço, ela não ganha a massa infinitamente grande??

Clave de Pi disse...

Lughcel,
O fato é que, apesar de intuitivo - e de muitas das vezes levar a analogias que podem mostrar-se válidas - uma simples substituição da massa inercial clássica pela massa relativística leva, na maioria das vezes a resultados completamente falsos.
Notoriamente a força que se observa atuando em um corpo que se move com uma velocidade (V) não pode ser derivada pela simples substituição da expressão da massa relativística na lei da dinâmica de Newton F=ma. A força na mecânica relativística apresenta duas componentes: uma condizente com a "proposta" de massa relativística, paralela à aceleração apresentada pelo corpo, e outra, que nos diz que há também força na direção da velocidade do objeto, termo que não condiz com a "proposta" e tão menos com a mecânica clássica.