| Em reunião realizada no último dia 31 de maio, em Munique, Alemanha, a Comissão Mista de Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil-Alemanha tratou das relações bilaterais no campo da ciência, tecnologia e inovação A delegação brasileira foi chefiada pelo secretário-geral das Relações Exteriores do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio de Aguiar Patriota. Pelo lado alemão, chefiou a delegação o secretário de Estado do Ministério Federal de Educação e Pesquisa, Georg Schütte. Os chefes das delegações apresentaram uma síntese das políticas nacionais de educação, ciência, tecnologia e inovação, com ênfase na cooperação entre os dois países. Grupos de trabalho estabeleceram prioridades para aquelas áreas. Na pauta das discussões mais específicas estiveram os projetos relativos ao Ano Brasil-Alemanha da Ciência, Tecnologia e Inovação 2010-2011, aberto em abril último e celebrado até abril do próximo ano, e a implementação de um fundo especial para projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. (Com informações do portal da Embaixada da Alemanha no Brasil) | |
terça-feira, 15 de junho de 2010
Brasil e Alemanha discutem cooperação científica e tecnológica
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Charles Augustin de Coulomb

O envelope de Mohr-Coulomb, hipótese de deslizamento entre superfícies, é conhecido por todos os geotécnicos. A partir desta pesquisa, Coulomb desenvolveu métodos para cálculo de estabilidade de taludes através da divisão das massas de solo em cunhas. Coulomb também fez grandes contribuições em cálculo estrutural e eletrônica.
A família tanto por parte do pai quanto da mãe era importante na área legal. De Angoulême, a família mudou-se para Paris e Coulomb ingressou no colégio Mazarin, onde estudou línguas, literatura filosofia e o melhor em matemática, astronomia, química e botânica. Nesta fase houve uma crise para Coulomb. Seu pai realizou especulações financeiras mal sucedidas, perdeu seu dinheiro e os dois mudaram para Montpellier. Já sua mãe permaneceu em Paris. Em Montpellier Coulomb começou estagiar, onde mostrou seus maiores interesses em matemática e astronomia. Posteriormente, em março de 1757 ele ingressou na sociedade de ciências e apresentou diversos trabalhos sobre estes tópicos.
Coulomb queria entrar na Ecole du Génie at Mézières, mas verificou que para ter sucesso necessitaria mais estudo. Então foi para Paris em outubro de 1758, para receber o treinamento necessário. Camus era o examinador para Escolas de Artilharia e foi o seu “curso de matemática” que Coulomb estudou por diversos meses. Em 1758 ele prestou exames feitos por Camus, nos quais foi aprovado, podendo assim entrar na “Escola du Gênie” em fevereiro de 1760.
Coulomb graduou-se em novembro de 1761 no posto de tenente. Por 20 anos ele trabalhou em diversos locais, fazendo projetos estruturais, fortificações e mecânica dos solos. Em fevereiro de 1764, foi transferido para a ilha de Martinique no Oceano Índico.
Sob domínio da França desde 1658, a ilha foi atacada e ocupada por várias frotas estrangeiras. O Tratado de Paris, de 1763, devolveu a Martinique para a França. Uma nova fortaleza era necessário, e Coulomb foi posto no comando da obra. Ele terminou o trabalho em junho de 1772. Durante este período Coulomb adoeceu, ficando com a saúde precária pelo resto da vida.
No seu retorno à França, foi mandado para Bouchain, onde começou a escrever importantes matérias, apresentando a primeira para a Academia de Ciências em Paris, em 1773. Este trabalho (sobre uma aplicação das regras, aos problemas de estática relativa à arquitetura) foi escrito para determinar uma combinação entre matemática e física que permitissem a influência de atrito e coesão em alguns problemas de estática.
O ponto mais importante neste trabalho foi o uso de cálculos de variantes, como escreve Gillmor: “Nestas notas de 1773, há quase um atrapalho pela riqueza”.
Mais tarde ele desenvolveu uma teoria generalizada para mecânica dos solos relativa a planos deslizantes, que permanece em dia até hoje. Talvez a razão pela relativa negligência desta parte do trabalho de Coulomb, seja que ele procurou demonstrar o uso do cálculo differencial na formulação de métodos de aproximação nos problemas fundamentais da mecânica estrutural, em vez das soluções numéricas.
A memória de cálculo foi valorizada pela Academia de Ciências e o levou a ser nomeado suplente de Bossut em 6 de julho de 1774. Coulomb em seguida foi comissionado para Cherbourg, onde ele escreveu seu famoso memorando sobre a bússola, o qual ele submeteu ao Grande Prêmio da Academia de Ciências em 1777. Ele dividiu o primeiro prêmio, e o trabalho continha os primórdios da balança de torção.
“... Sua solução elegante e simples para o problema de torção em cilindros e o uso da balança de torção em aplicações físicas, foram importantes para numerosos físicos nos anos subsequentes ... Coulomb uma teoria de torção em finos fios tecidos de seda e cabelo. Aqui ele foi o primeiro a demonstrar como a torção pode fornecer ao físico um método de medir forças extremamente pequenas.
Também em Cherbourg aconteceu que Robert-Jacques Turgot foi indicado general controlador em 24 de agosto de 1774. Em 1775, Turgot solicitou memorandos com contribuições para uma possível reorganização do “Corps du Génie”.
Coulomb apresentou sugestões e é uma fascinante oportunidade para entender seu pensamento político. Ele desejava que o cidadão e o estado tivessem as mesmas regras. Ele propôs que o “Corps du Génie” e o serviço público em geral deviam reconhecer os talentos de seus membros individualmente, dentro de cada organização.
Em 1779 foi mandado para Rochefort para construir uma nova fortaleza, durante este período, Coulomb desenvolveu suas pesquisas sobre fricção, e escreveu “Teoria das Máquinas Simples”, que lhe concedeu o grande prêmio da Academia de Ciências em 1781. Neste trabalho Coulomb investigou “fricção dinâmica e estática em superfícies deslizantes e fricção no dobramento de cordas e rolamento”.
Na verdade, o trabalho de 1781 mudou a vida de Coulomb. Ele foi eleito para a cadeira de mecânica da Academia de Ciências e mudou-se para Paris, ocupando cargo permanente. Ele nunca mais desenvolveu algo projeto de engenharia, mas escreveu 7 tratados importantes em eletricidade e magnetismo, submetidos a Academia entre 1785 e 1791.
Fonte: www.nilsson.com.br
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Vida de Físicos e matemáticos
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O planeta que está sendo devorado por seu Sol
Observações do telescópio espacial Hubble parecem confirmar um futuro sombrio para planeta distante consumido por sua estrela-mãe
por John Matson
| Nasa, ESA, e G. Bacon (STScI) | |
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| Concepção artística da estrela WASP 12 puxando material de seu planeta WASP 12 b | |
O planeta gigante WASP 12 b, descoberto em 2008, orbita sua estrela a uma distância incômoda de apenas 3,4 milhões de km. (Em comparação, a distância entre a Terra e o Sol é de aproximadamente 150 milhões de km.) Para piorar, a estrela, conhecida como WASP 12, é maior e mais quente do que nosso sol, aquecendo esse planeta em 2.250 graus Celsius. WASP 12 b e sua estrela-mãe, que estão a 870 anos-luz da Terra, foram batizados a partir da pesquisa do projeto SuperWasp (Wide Angle Search for Planets), que mantém telescópios nas Ilhas Canárias, Espanha e África do Sul.
Dia 10 de maio, no Astrophysical Journal Letters, um grupo de pesquisa internacional apresentou observações espectroscópicas do WASP 12 b, indicando que o planeta está cercado por uma nuvem de gás que se estende por cerca de 60 mil km de sua superfície. A exosfera estendida é tão grande e tão próxima do planeta que ele perderá massa rapidamente para sua estrela.
Medições da exosfera forneceram base para elaboração de um modelo teórico inicial sobre a dissipação do planeta. Em estudo publicado na Nature em fevereiro, foi elaborado outro modelo sobre a perda de massa do WASP 12 b, mostrando que ele perde cerca de um décimo milionésimo da sua massa total a cada ano. O peso do WASP 12 b é de algumas vezes a massa de Júpiter, o que significa que, em apenas sete anos, perdeu quantidade de massa equivalente à contida em todos os oceanos da Terra.
Se isso significa que o WASP 12 b será completamente devorado em 10 milhões de anos ainda não está claro. Carole Haswell, astrofísica da Open University, na Inglaterra, e co-autora do novo estudo, admite que a taxa de perda de massa mude com o tempo. Mas, com tantas incertezas sobre o planeta e sua evolução orbital, não se pode ter certeza, acrescenta ela. De qualquer maneira, os autores do artigo da Nature de fevereiro observaram que o planeta pode estar espiralando em direção a sua estrela-mãe nesse mesmo período de tempo.
Se isso significa que o WASP 12 b será completamente devorado em 10 milhões de anos ainda não está claro. Carole Haswell, astrofísica da Open University, na Inglaterra, e co-autora do novo estudo, admite que a taxa de perda de massa mude com o tempo. Mas, com tantas incertezas sobre o planeta e sua evolução orbital, não se pode ter certeza, acrescenta ela. De qualquer maneira, os autores do artigo da Nature de fevereiro observaram que o planeta pode estar espiralando em direção a sua estrela-mãe nesse mesmo período de tempo.
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NOTA OFICIAL
Nós, editores do Clave de Pi: Vitor Chagas e Jhonatas Alfradique, pedimos a coompreensão de todos os que acompanham o nosso blog, devido à falta de atualizações que estamos realizando.
Nós estamos em período de vestibular (UERJ), e estamos com o pouco tempo para atualizar o blog. Sabemos que grande parte dos que acompanham o nosso blog são estudante, e conhecem essa situação, por isso pedimos carecidamente que continuem acessando nosso blog, e na medida do possível estaremos postando novas atualizações. O Nosso Vestibular é Domingo(13/06), deseje-nos sorte!
Muito Obrigado!
Clave de Pi!
Clave de Pi!
terça-feira, 8 de junho de 2010
A volta dos misteriosos neutrinos
| Artigo de Marcelo Gleiser | ||
| "Imagine que um sorvete de chocolate se transforme em um de baunilha: há partículas que fazem isso" Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA). Artigo publicado na "Folha de SP": Na semana passada, manchetes traziam novas dos fantasmagóricos neutrinos. Desta vez, as notícias vinham do experimento chamado Opera, situado na montanha de Gran Sasso, na Itália. Cientistas anunciaram ter presenciado a mutação de um neutrino do tipo múon em outro do tipo tau. Esta afirmação um tanto misteriosa pode abrir uma nova janela para o Universo. Neutrinos têm uma história cercada de mistério. Sua existência foi prevista pelo físico Wolfgang Pauli em 1930 para solucionar um grave problema: experimentos com núcleos radioativos que emitiam elétrons pareciam ter energia faltando. E nada é mais sagrado em física do que a lei de conservação de energia. O italiano Enrico Fermi sugeriu o nome de neutrino, "picollo neutrone", para a nova partícula que, segundo a teoria, não deveria ter carga elétrica ou massa. Devido à ausência de carga e massa, não é nada fácil detectar neutrinos. De fato, foram descobertos apenas em 1956, 26 anos após a previsão de Pauli. Mas as coisas não eram assim tão simples. Entre a década de 1960 e 2000, mais uma vez neutrinos causavam confusão. A estória começa no coração do Sol, onde neutrinos são produzidos em profusão a cada vez que processos nucleares fundem núcleos de hidrogênio (i.e., prótons) em núcleos de hélio. Nossa estrela-mãe é uma gigantesca fábrica de neutrinos. A cada segundo, cada um de nós é bombardeado por trilhões deles. Há muitos modos de perceber nossa relação com o Sol... O problema era que experimentos projetados para "contar" os neutrinos vindos do Sol achavam apenas um terço deles. Será que as teorias de como o Sol brilha estavam erradas? Ou eram os experimentos? Ray Davis, físico experimental, insistia que tudo estava certo. John Bahcal, teórico, também não via erros em sua teoria. Com o tempo, ficou claro que os experimentos estavam certos. O problema, outra vez, eram os neutrinos e seu comportamento bizarro. Imagine que o sabor de seu sorvete possa mudar de morango para baunilha ou chocolate. Os neutrinos são assim. Eles vêm em três "sabores": o neutrino do elétron, o do múon e o do tau. Múons e taus são partículas similares ao elétron, mas mais pesadas. O interessante é que essa metamorfose só pode ocorrer se os neutrinos têm massa! Portanto, a razão pela qual Davis achou só um terço dos neutrinos é que, do Sol até aqui, os neutrinos do elétron se transformam nos outros dois. Sua descoberta lhe rendeu um Nobel. Isso remete ao resultado do Opera. Ao observar a metamorfose de um neutrino do múon a um neutrino do tau, físicos confirmaram que eles têm massa. Isso significa que o Modelo Padrão das partículas, repositório de tudo o que sabemos do mundo subatômico, tem de ser modificado: mais uma vez, neutrinos revelaram uma nova física, além da que conhecemos no momento. Resta saber que nova física será esta. Com frequência na história, novos instrumentos abrem novas janelas para o cosmo, iluminando um pouco da escuridão que nos cerca. Tal como as pequenas flutuações de energia detectadas quando neutrinos mudam de tipo, cada nova descoberta nos permite ver um pouco além. A ciência é como uma luz nas trevas, como dizia Carl Sagan. Fonte: Jornal da Ciência | ||
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Física
sexta-feira, 4 de junho de 2010
A Música e o Computador
O ponto de encontro entre a Arte e a Tecnologia
Angelino Bozzini O namoro entre a música e a dupla ciência/tecnologia é muito antigo. Já cinco séculos antes do nascimento de Cristo, o filósofo grego Pitágoras estabelecia as bases físicas e matemáticas do universo sonoro. As descobertas dos séculos seguintes não acrescentaram muito às teorias de Pitágoras; elas tinham caráter eminentemente prático e foram utilizadas basicamente no aperfeiçoamento da construção de instrumentos musicais.
No final do século passado, porém, o físico alemão Hermann Helmholtz revisou as teorias de Pitágoras e fundou as bases da acústica moderna. Destaca-se no seu trabalho a prova científica da existência dos sons harmônicos.
Com o conhecimento decorrente das descobertas de Helmholtz e o desenvolvimento da eletricidade, em 1920 começaram a aparecer os primeiros instrumentos musicais cujo som era produzido eletronicamente. Dentre eles, um dos mais famosos é o "Ondas de Martenot", idealizado pelo compositor francês Maurice Martenot e empregado por vários compositores como Honegger e Messian. Seu som era semelhante ao de um serrote tocado com arco.
Esses instrumentos tiveram seu auge com os órgãos e os sintetizadores eletrônicos, que no princípio buscavam imitar os instrumentos acústicos tradicionais. Com o tempo, os compositores descobriram que podiam criar sons inusitados e mesmo impossíveis de serem produzidos pelos instrumentos convencionais.
Essa evolução deu origem a um capítulo novo na história da música: a música eletrônica. Os instrumentistas olhavam desconfiados para as novidades; muitos compositores acreditavam que nunca mais precisariam da boa vontade dos músicos para dar vida à sua imaginação. Falava-se mesmo que, em pouco tempo, os instrumentistas não seriam mais necessários e que os compositores poderiam ter controle sobre todo o processo.
Isso não era verdade, mas o fato é que os papéis estavam mudando: os compositores tinham mais poder, os músicos precisavam de mais versatilidade. Lá pela década de 40 construiu-se nos Estados Unidos o primeiro computador. Possuía 18.000 válvulas, pesava 30 toneladas, consumia 150.000 W de energia e não era mais potente que uma calculadora de bolso atual. Computadores eram máquinas enormes, caríssimas e utilizadas apenas por governos ricos ou grandes empresas.
Foi na década de 70, com o surgimento dos primeiros microcomputadores, que a música e a informática começaram sua relação. O que faz do computador um instrumento fascinante para o trabalho musical? Para responder a esta pergunta temos primeiro que saber...
O Que é um Computador?
O computador, definido em poucas palavras, é um instrumento complexo capaz de processar informação numérica. Essa definição poderia ser a de uma calculadora; o que torna o computador diferente?
Para o computador esses números não são simples algarismos, mas sim códigos numéricos que podem representar sons, letras, números, imagens, e qualquer tipo de informação que possa ser quantificada. Para poder processar tudo isso é necessário que elas estejam traduzidas para um formato numérico.
Uma vez digitalizada, o computador pode manipular essa informação, reproduzindo, alterando, analisando e reorganizando-a. As possibilidades são praticamente ilimitadas. Pode-se virtualmente criar e transformar qualquer coisa que possa ser imaginada - tudo processando-se dados numéricos.
Mas como transformar o som em números?
O Som Digital
Para se digitalizar um som precisamos em primeiro lugar saber quais parâmetros queremos traduzir. Esses parâmetros são os mesmos que caracterizam qualquer som: duração, intensidade, altura e timbre. Para cada um deles precisamos de uma "régua" que possa medi-los.
Imagine, por exemplo, que você queira digitalizar a intensidade de um som e, para isso, disponha de uma régua com quatro marcas: 1)fraco, 2)médio, 3)forte e 4)fortíssimo. Ao atribuir um código à intensidade de um determinado som, você o compararia com o padrão de sua régua e atribuiria a ele o código que mais se aproximasse.
É importante notar que se um som tiver uma intensidade entre médio e forte você só pode atribuir a ele o código 2 ou 3, pois sua régua não possui valores intermediários. Assim, a qualidade de sua digitalização vai depender da quantidade de valores que a "régua" de seu computador permite registrar.
Isso explica porque as primeiras experiências musicais realizadas com computadores possuiam uma quantidade sonora sofrível. As nuances que o computador permitia registrar estavam muito aquém daquelas existentes no mundo sonoro real.
Hoje em dia, a capacidade de processamento dos computadores aumentou muito e a fidelidade de reprodução chega a enganar muitos ouvidos apurados. A tecnologia descrita acima é a empregada na gravação dos CDs. Neles está gravada em formato numérico a descrição digitalizada de todos os sons que compõem as músicas lá contidas. É uma quantidade enorme de informação!
Mas e os instrumentos eletrônicos, como codificam seus sons?
O Padrão MIDI
Todo mundo sabe que um "Lá" possui, por definição, uma frequência de 440 hz, ou seja, para produzirmos a nota Lá teremos que gerar uma vibração de 440 ciclos por segundo. Como o Lá, todas as notas têm frequência definidas.
Se atribuirmos um código a cada tecla de um sintetizador eletrônico, um código a cada timbre que ele possa produzir, um código para a intensidade, e finalmente produzirmos um pulso (como o de um relógio) e indicarmos quando um som tem de começar e terminar em relação a esse pulso, poderemos fazer uma "receita" de sons que, interpretada por um instrumento que entenda esses códigos, poderá ser reproduzida fielmente.
Qual a vantagem? Simples, os números necessários para descrever as teclas de um piano são muito menores e em menor quantidade do que aqueles necessários para descrever todas as frequências entre 20 e 20.000 hz (faixa de audição do ouvido humano).
Os principais fabricantes de instrumentos eletrônicos resolveram estabelecer um padrão de codificação musical denominado MIDI (Musical Instrumental Digital Interface - interface digital de instrumentos musicais). Assim, se numa receita aparece o código de timbre no 14, todos os instrumentos que respeitam o padrão MIDI sabem que têm que imitar o som de um xilofone e não de um piano, por exemplo. A grande vantagem dos arquivos MIDI é o fato de eles serem pequenos e facilmente editáveis.
Os Editores de Partituras
Outro emprego importante do computador é na editoração musical. Com o auxílio de um editor musical e de um teclado padrão MIDI acoplado ao micro, podemos rapidamente copiar uma partitura com qualidade profissional.
Entre outras, uma das grandes vantagens dos editores musicais é a capacidade de extrair automaticamente as partes individuais de cada instrumento a partir de uma partitura geral.
Mudanças Provocadas pela Informatização da Música
A flexibilidade e versatilidade dos instrumentos eletrônicos associados ao computador fez com que muitos pseudo-músicos se considerassem possuidores de um talento que na verdade não lhes pertencia. A conseqüência disso foi a proliferação de grupos musicais de baixo nível artístico sustentados por uma parafernália eletrônica. Teclados programáveis de última geração tiraram o emprego de muitos bons músicos.
Mas o bom senso ainda existe. Uma prova disso é o fato de que, nos últimos anos, vários verdadeiros artistas que se utilizam de instrumental eletrônico têm gravado discos "acústicos" , na tentativa de resgatarem um som mais natural, numa relação mais íntima entre músico e som. Esta é também uma forma, talvez inconsciente, de mostrarem que são músicos, independentemente do tipo de instrumento que utilizem.
O Que o Futuro nos Reserva...
Os progressos gerados pela informatização da música são em sua maioria positivos e irreversíveis. Na educação musical, por exemplo, os alunos encontram no computador um professor capaz e paciente. Os estudantes de composição podem ter uma idéia muito clara do que sua imaginação e trabalho intelectual são capazes de produzir. Obras de referência ganham sons, imagem e animação. Através da Internet podemos chegar virtualmente a qualquer canto do mundo, conhecer sua música e trocar idéias com músicos locais.
Pode-se prever que em pouco tempo - desde que se resolvam os problemas econômicos e sociais, é claro - teremos rompido todas as barreiras que hoje nos separam do conhecimento e da concretização daquilo que somos capazes de imaginar.
O importante é não perdermos a dimensão humana daquilo que fazemos e lembrarmos que a música serve à expressão do que somos como seres humanos.
Fonte: http://www.weril.com.br/
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Artigos sobre música
Isótopos de minerais podem revelar se dinossauros tinham sangue frio ou quente
Novo método permite descobrir a temperatura interna do corpo de animais mortos há muito tempo
por Katherine Harmon
O apavorante e enorme Tyrannosaurus rex tem uma reputação de matar suas vítimas a sangue-frio. Mas será que esse dinossauro era ectotérmico (tinha sangue frio)?
Em função dos fortes laços evolutivos entre répteis (ectotérmicos) e aves (endotérmicos), torna-se difícil saber se os dinossauros também não eram capazes de regular a própria temperatura corporal interna.
Um novo método de estudar as ligações químicas de um mineral encontrado nos dentes e ossos desses animais pode finalmente oferecer uma maneira de resolver essa dúvida.
Pesquisadores descobriram isótopos pesados de carbono e oxigênio se ligam de forma diferente na versão biológica do mineral apatita (componente principal dos ossos e dentes de animais, vivos ou extintos). “Esses isótopos raros são propensos a se unir em grupos a baixas temperaturas; portanto, se medirmos a aglutinação com precisão suficiente, é possível descobrir em qual temperatura o mineral foi precipitado", explica Robert Eagle, pesquisador de pós-doutorado em geoquímica no California Institute of Technology e principal autor do novo estudo, publicado on-line no dia 24 de maio no Proceedings of National Academy of Sciences.
Uma maneira similar de examinar conchas ajudou os pesquisadores a estimar temperaturas, observado as ligações nas estruturas do carbonato de um cálcio.
"A maioria das pessoas utilizava esse método para observar as alterações climáticas ocorridas no passado e diversos problemas geológicos, como o aquecimento e resfriamento da crosta terrestre", diz Eagle. Mas a abordagem de John Eiler, professor de geologia e geoquímica no Caltech e co-autor do estudo, defende que a mesma análise pode ser aplicada à apatita remanescente nos dentes ou ossos fossilizados.
Eagle e seus colegas testaram o método em uma variedade de seres endotérmicos vivos e extintos, incluindo um dente de um elefante indiano moderno (Elephas maximus indicus), um dente de um rinoceronte branco moderno (Ceratotherium simum) e alguns dentes de mamutes extintos no final do Pleistoceno (Mammuthus primigenius). Sua análise obteve uma precisão de 1 a 2 graus Celsius para os animais modernos, conferindo uma aproximação de alta precisão para os animais que morreram milhões de anos atrás.
Descobrir se o T. rex era um animal ectotérmico não é apenas um uma forma de saciar a curiosidade, mas também de lançar uma luz sobre a forma de regulação de temperatura interna desses animais, que, como os autores do novo estudo observaram, "é um dos aspectos fundamentais para entender a biologia deles. O surgimento de animais endotérmicos foi uma grande mudança fisiológica ocorrida em uma fase desconhecida durante a transição evolutiva dos mamíferos e das aves”.
Como parte do estudo, o grupo também realizou testes com dentes de crocodilo-do-nilo (Crocodylus niloticus), dentes de jacarés americanos (Alligator mississippienis) e com esmalte das espécies do Mioceno. Comparando os endotérmicos extintos do Mioceno com animais ectotérmicos do mesmo período, os pesquisadores encontram uma diferença de 6 graus Celsius, revelando uma diferença mensurável entre mamíferos e animais ectotérmicos.
“Outras estimativas para os climas antigos foram baseadas em fósseis de plantas”, observa Eagle. “Todos os dados são, de certa forma, incertos já que são influenciados por outros fatores.”
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
A música das esferas, artigo de Marcelo Gleiser
| A música fala diretamente ao inconsciente, criando ressonâncias emotivas que são únicas. É bem verdade que um poema ou um quadro também afetam pessoas de modo diferente. Mas a mensagem é mais concreta, mais direta. Existe algo de imponderável na música, um apelo primordial, algo que antecede palavras ou imagens Marcelo Gleiser é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro 'O Fim da Terra e do Céu'. Artigo publicado na 'Folha de SP': A música, dentre as artes, é a mais misteriosa. Como podem os sons invocar emoções tão fortes, alegrias e tristezas, lembranças de momentos especiais ou dolorosos, paixões passadas e esperanças futuras, patriotismo, ódio, ternura? Quando se pensa que sons nada mais são que vibrações que se propagam pelo ar, o mistério aumenta ainda mais. A física explica como ondas sonoras se comportam, suas frequências e amplitudes. A biologia e as ciências cognitivas explicam como o aparelho auditivo transforma essas vibrações em impulsos elétricos que são propagados ao longo de nervos para os locais apropriados do cérebro. Mas daí até entender por que um adágio faz uma pessoa chorar, enquanto outra fica indiferente ou até acha aquilo chato, o pulo é enorme. A música fala diretamente ao inconsciente, criando ressonâncias emotivas que são únicas. É bem verdade que um poema ou um quadro também afetam pessoas de modo diferente. Mas a mensagem é mais concreta, mais direta. Existe algo de imponderável na música, um apelo primordial, algo que antecede palavras ou imagens. Não é por acaso que a música teve, desde o início da história, um papel tão fundamental nos rituais. Ritmos evocam transes em que o eu é anulado em nome de algo muito mais amplo. Quando um grupo de pessoas escuta o mesmo ritmo, as separações entre elas deixam de existir, e um sentimento de união se faz presente. Mais explicitamente, todo mundo gosta de sambar com uma boa batucada. E todos no mesmo ritmo, ou seja, indivíduos se unificam por meio da dança. A dança dá realidade espacial à música, tornando-a concreta. A música foi o primeiro veículo de transcendência do homem. Daí sua presença tão fundamental nas várias religiões. E ela foi, também, a primeira porta para a ciência. Tudo começou em torno de 520 a.C., quando o filósofo grego Pitágoras, vivendo na época no sul da Itália, descobriu uma relação matemática entre som e harmonia. Ele mostrou que os sons que chamamos de harmônicos, prazerosos, obedecem a uma relação matemática simples. Usando uma lira, uma espécie de harpa antiga, ele mostrou que o tom de uma corda, quando soada na metade de seu comprimento, é uma oitava acima do som da corda livre, portanto satisfazendo uma razão de 1:2. Quando a corda é soada em 2:3 de seu comprimento, o som é uma quinta mais alto; em 3:4, uma quarta mais alto. Com isso, Pitágoras construiu uma escala musical baseada em razões simples entre os números inteiros. Como essa escala era de caráter tonal, os pitagóricos associaram o que é harmônico com o que obedece a relações simples entre os números inteiros. E foi aqui que eles deram o grande pulo: não só a música que ouvimos, mas todas as harmonias e proporções geométricas que existem na natureza podem ser descritas por relações simples entre números inteiros. Afinal, formas podem ser aproximadas por triângulos, quadrados, esferas etc., e essas figuras podem ser descritas por números. Portanto, do mesmo modo que a corda da lira gera música harmônica para determinadas razões de seu comprimento, os padrões geométricos do mundo também geram as suas melodias: a música se torna expressão da harmonia da natureza, e a matemática, a linguagem com que essa harmonia é expressa. Som, forma e número são unificados no conceito de harmonia. Pitágoras não deixou as suas harmonias apenas na Terra. Ele as lançou para os céus, para as esferas celestes. Embora os detalhes tenham se perdido para sempre, segundo a lenda apenas o mestre podia ouvir a música das esferas. Na época, ainda se acreditava que a Terra era o centro do cosmo. Os planetas eram transportados através dos céus grudados nas esferas celestes. Se as distâncias entre essas esferas obedeciam a certas razões, elas também gerariam música ao girar pelos céus, a música das esferas. Pitágoras e seus sucessores não só estabeleceram a essência matemática da natureza como levaram essa essência além da Terra, unificando o homem com o restante do cosmo por meio da música como veículo de transcendência. (Folha de SP, 14/12) | |
Doutorando do Inpe contribui para descoberta de órbitas inclinadas de exoplanetas
Estudo do grupo de pesquisa do Observatório McDonald da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, acaba de ser publicada na versão online do Astrophysical Journal
Métodos desenvolvidos por Eder Martioli, doutorando do curso de pós-graduação em Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), contribuíram para identificar dois planetas que orbitam a mesma estrela mas em diferentes inclinações.
A descoberta do grupo de pesquisa do Observatório McDonald da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, acaba de ser publicada na versão online do Astrophysical Journal: http://iopscience.iop.org/0004-637X/715/2/1203/
A tese de doutorado de Eder Martioli consiste no desenvolvimento de técnicas para medir a inclinação orbital e a massa de candidatos a exoplanetas, ou seja, planetas em órbita de outra estrela que não seja o Sol. Eder passou um ano na Universidade do Texas, entre 2007 e 2008, aprendendo novas técnicas e contribuindo com o desenvolvimento dos métodos para a análise dos resultados das pesquisas do grupo americano.
"Pela primeira vez se mediram as inclinações das órbitas de dois exoplanetas de um mesmo sistema planetário. Esse sistema, chamado Upsilon Andromedae, possui três planetas detectados, sendo que, surpreendentemente, dois deles possuem órbitas não alinhadas. Essas medidas foram realizadas com a mesma técnica descrita em minha tese", informa Eder Martioli, cuja defesa do doutorado está marcada para o dia 9 de junho, no Inpe de São José dos Campos.
A descoberta sobre o sistema Upsilon Andromedae deve influenciar os estudos sobre a evolução dos sistemas compostos por vários planetas, ao mostrar que nem sempre todos eles orbitam a estrela num mesmo plano. O desalinhamento destes exoplanetas sugere ainda que eventos violentos podem perturbar órbitas mesmo depois de o sistema estar formado.
O estudo foi baseado nos dados obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble, Telescópio Hobby-Eberly e outros telescópios baseados no solo, combinados com modelos teóricos.
Há mais de dez anos que os astrônomos sabem que três planetas do tamanho de Júpiter orbitam a estrela Upsilon Andromedae, semelhante ao Sol e a 44 anos-luz. Ela é um pouco mais jovem, brilhante e tem mais massa que o Sol. O grupo de pesquisadores determinou a massa de dois dos planetas, Upsilon Andromedae c e d, e descobriu que não estão no mesmo plano. O estudo mostra que as órbitas de c e d estão inclinadas em 30º em relação uma à outra. A equipe descobriu ainda um quarto planeta, muito mais distante da estrela.
O estudo aponta que diversos cenários gravitacionais poderiam ter causado a inclinação notável em Upsilon Andromedae, incluindo interações durante a migração de um planeta para mais perto da estrela, perturbações causadas por uma outra estrela ou a expulsão de um planeta para fora do sistema.
Fonte: Jornal da Ciência
Métodos desenvolvidos por Eder Martioli, doutorando do curso de pós-graduação em Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), contribuíram para identificar dois planetas que orbitam a mesma estrela mas em diferentes inclinações.
A descoberta do grupo de pesquisa do Observatório McDonald da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, acaba de ser publicada na versão online do Astrophysical Journal: http://iopscience.iop.org/0004-637X/715/2/1203/
A tese de doutorado de Eder Martioli consiste no desenvolvimento de técnicas para medir a inclinação orbital e a massa de candidatos a exoplanetas, ou seja, planetas em órbita de outra estrela que não seja o Sol. Eder passou um ano na Universidade do Texas, entre 2007 e 2008, aprendendo novas técnicas e contribuindo com o desenvolvimento dos métodos para a análise dos resultados das pesquisas do grupo americano.
"Pela primeira vez se mediram as inclinações das órbitas de dois exoplanetas de um mesmo sistema planetário. Esse sistema, chamado Upsilon Andromedae, possui três planetas detectados, sendo que, surpreendentemente, dois deles possuem órbitas não alinhadas. Essas medidas foram realizadas com a mesma técnica descrita em minha tese", informa Eder Martioli, cuja defesa do doutorado está marcada para o dia 9 de junho, no Inpe de São José dos Campos.
A descoberta sobre o sistema Upsilon Andromedae deve influenciar os estudos sobre a evolução dos sistemas compostos por vários planetas, ao mostrar que nem sempre todos eles orbitam a estrela num mesmo plano. O desalinhamento destes exoplanetas sugere ainda que eventos violentos podem perturbar órbitas mesmo depois de o sistema estar formado.
O estudo foi baseado nos dados obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble, Telescópio Hobby-Eberly e outros telescópios baseados no solo, combinados com modelos teóricos.
Há mais de dez anos que os astrônomos sabem que três planetas do tamanho de Júpiter orbitam a estrela Upsilon Andromedae, semelhante ao Sol e a 44 anos-luz. Ela é um pouco mais jovem, brilhante e tem mais massa que o Sol. O grupo de pesquisadores determinou a massa de dois dos planetas, Upsilon Andromedae c e d, e descobriu que não estão no mesmo plano. O estudo mostra que as órbitas de c e d estão inclinadas em 30º em relação uma à outra. A equipe descobriu ainda um quarto planeta, muito mais distante da estrela.
O estudo aponta que diversos cenários gravitacionais poderiam ter causado a inclinação notável em Upsilon Andromedae, incluindo interações durante a migração de um planeta para mais perto da estrela, perturbações causadas por uma outra estrela ou a expulsão de um planeta para fora do sistema.
Fonte: Jornal da Ciência
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
Brasileiro eleito para Academia Alemã de Ciências
O matemático Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), integra o grupo de 1.300 membros da entidade.
A Academia Alemã de Ciências Leopoldina, localizada em Halle, elegeu o presidente da ABC, Jacob Palis, para fazer parte de seu quadro de membros, formado por em torno de 1300 pesquisadores distribuídos em 28 seções, dos quais 75% são de países de língua alemã (Alemanha, Áustria e Suíça) e 25% de outros países do mundo.
Fundada em 1652, ela é a mais antiga academia do mundo envolvida com as Ciências Naturais. Desde 2008, a Academia Leopoldina tornou-se a Academia Alemã de Ciências. Os cientistas são eleitos membros de acordo com a estrutura de seções original da Academia Leopoldina, em função de sua excelência acadêmica.
Como academia nacional, a entidade atua como consultora do Governo, do Parlamento e da sociedade com relação a assuntos científicos de relevância social e política. Representa os cientistas alemães e mantém relações com instituições científicas não só da Europa mas de todo o mundo, através de programas de cooperação internacional.
A Academia Alemã Leopoldina apoia o treinamento de jovens cientistas e promove conferências e assembléias bianuais, assim como palestras mensais e seminários de história da Ciência. Atua no Conselho Consultivo das Academias Européias de Ciências (EASAC, na sigla em inglês), na Federação das Academias Européias de Medicina (FEAM, na sigla em inglês), do Painel Médico InterAcademias (IAMP, na sigla em inglês), da All European Academies (ALLEA) e do grupo de Academias de Ciências do G8.
Palis declarou-se muito honrado com o convite para fazer parte da Academia Alemã de Ciências Leopoldina, instituição que reúne os mais destacados cientistas de todo o mundo.
(Informações do Portal da ABC)
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