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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cientistas encontram bactérias vivas enterradas em sal há 34 mil anos

Halita conservou seres vivos

Um complexo ecossistema de bactérias devoradoras de sal sobrevive há 34 mil anos enterrado em fluidos no interior de minerais de Death Valley e Saline Valley, no estado americano da Califórnia, tal como revela um estudo publicado nesta quinta-feira.

A halita, como se denomina o mineral formado por cristais de cloreto de sódio, foi o lar dessas bactérias, procariotas e eucariotas, durante dezenas de milhares de anos, segundo o estudo, publicado na edição de janeiro da revista da Sociedade Geológica Americana, "GSA Today".

Segundo o principal autor do texto, o cientista Brian A. Schubert, do Departamento de Estudos Geológicos da Universidade do Estado de Nova York, as bactérias estão vivas, mas a vida delas é limitada à sobrevivência, pois não usam energia para nadar nem se reproduzir.

A base de sua sobrevivência é um organismo unicelular, chamado alga Dunaliella, presente em muitos sistemas salinos. Esse organismo produz carvão e outros metabolitos que servem de sustento às bactérias.
Assim, os organismos podem sobreviver, durante períodos imprevisíveis, flutuando em fluidos no interior dos minerais.
"A parte mais emocionante (da pesquisa) foi quando pudemos identificar as células de Dunaliella nos cristais, porque eram indícios de que poderia haver uma fonte de alimento", explicou Schubert ao site Our Amazing World.
O rápido crescimento dos cristais de sal, que envolvem todos os fluidos em pequenas borbulhas protegidas em seu interior, é outra das razões da surpreendente longevidade das bactérias, segundo o estudo.

A pesquisa de Schubert e sua equipe não é a primeira descoberta de organismos tão antigos, pois já foram publicados inclusive estudos que falam de bactérias vivas de mais de 250 milhões de anos, mas é a primeira em que os cientistas comprovaram suas conclusões repetindo os testes.
Segundo Schubert, a prova de que seu estudo não é manipulado é que conseguiu fazer com que os organismos voltassem a crescer uma segunda vez, e quando enviou os cristais a outro laboratório, obteve os mesmos resultados.
Os cientistas ainda não determinaram, no entanto, como as bactérias conseguiram sobreviver durante tantos milhares de anos com o sustento tão mínimo que a alga lhes proporcionava.
A equipe pretende agora aprofundar essa pesquisa e contrastá-la com outros estudos que exploram a vida microbiana na terra e no sistema solar, onde existem materiais de inclusive bilhões de anos de idade que são potencialmente capazes de abrigar microorganismos.

Por enquanto, Schubert e seus colegas conseguiram algo pouco comum: que bactérias se reproduzam pela primeira vez em milhares de anos.

Cinco dos 900 cristais de sal analisados pela equipe produziram novas bactérias vivas, indicou Schubert. Segundo ele, os micróbios demoraram cerca de dois meses e meio para "despertar" de seu estado de letargia antes de começar a se reproduzir.
(Efe)
(Terra, 13/1)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Somos vácuo

[Conteúdo Sob Revisão]

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Feliz 2011

Aos nossos queridos seguidores e aos que nos ajudam a continuar esse blog, um ótimo ano de 2011 para todos vocês.

Assim como 2011 é um número primo, que ele esse ano seja singular para você também.

Um grande Abraço!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Seria a matemática um bicho de sete cabeças?

Recebi um e-mail de meu amigo Vladimir Thiengo (colaborador) no qual havia um artigo do Jornal da Ciência, cujo título "Matemática, o bicho-papão também da universidade" me despertou curiosidade e interesse. O artigo trata do problema que diversos alunos de graduação em ciências exatas têm com uma disciplina chamada "Cálculo". Essa disciplina está entre as primeiras destas graduações e é pré requisito para diversas matérias. Tudo bem, quem durante o ensino médio ou fundamental não conheceu alguém que tinha uma grande dificuldade em matemática ao ponto mesmo de repudiá-la? Mas, como explicar que alunos que escolheram verter por esses caminhos, exatemente por serem bons com números, tenham tanta dificuldade nessa disciplina?
As universidades estão sendo forçadas a suprir a falta de preparo dos alunos. Na UFF (Universidade Federal Fluminense) por exemplo, os alunos têm uma grande revisão de matérias do ensino médio antes de aprender cálculo I. E ainda assim, muitos ficam reprovados.
Esse artigo do JC mostra uma iniciativa louvável para tentar amenizar o problema. Um professor em Brasília, leciona cálculo a seus alunos de ensino médio como uma atividade extraclasse para os que se interessam, sem cobrar nada. Essa atitude deveria ser implementada por outras escolas. Pois, quem já passou ou está passando por essa matéria sabe o quão desesperadora ela é. Quem não teve dificuldade, pelo menos viu pessoas em volta arrancando os cabelos.
Particularmente, creio que o problema não seja a cobrança dos professores das universidades. Eles tem de ser muito exigentes mesmo. A grande questão é a falta de base com a qual os estudantes chegam as faculdades. Cálculo não é nenhum "bicho de sete cabeças", ou não deveria ser àqueles que escolheram esse caminho. Mas é de fato, uma matemática muito diferente daquela ensinada nas escolas, por isso há um choque tão grande por parte dos alunos. As escolas deveriam prepara-los melhor para seu futuro. De nada adianta aprova-los para vestibulares, se eles vão ficar reprovados logo nas primeiras disciplinas de suas graduações.


Quem quiser ler o artigo original do Jornal da Ciência: Matemática, o bicho-papão também da universidade

E para quem quiser conhecer um pouco mais sobre essa disciplina veja o site abaixo:

E-cálculo - "Esse site é fruto de um projeto aprovado pela Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo (USP)"

Vitor S. Chagas - Editor do Clave de Pi

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Te ensinaram errado, gravidade não é somente uma aceleração


O que é gravidade? É simplesmente uma aceleração, ou é algo muito mais complexo que estamos prestes a descobrir? O intuito deste pequeno texto é mostrar como o avanço da física e a chamada “teoria M” estão bem próximos de responder esta indagação. Não sou especialista em física quântica, mas não posso ficar parado nem quieto ante tão maravilhosa descoberta.
Antes, você precisa saber o que é e o que diz a teoria das cordas. ( Acesse esse link : http://clavedepi.blogspot.com/2009/12/teoria-m.html). Se você já entende um pouco, continuemos.
Bem, em nosso universo existem forças. A força gravitacional, a força eletromagnética, a força que “cola” os átomos, que chamarei de força nuclear forte, e a força responsável pelo decaimento radioativo, que chamaremos de força nuclear fraca. Newton foi o “descobridor” da força gravitacional. Esta força que faz os planetas girarem em torno das estrelas e faz as coisas caírem no chão. Temos o costume de achar que a força gravitacional é muito forte, porém ela é muito, muito, mas muito fraca mesmo se comparada às outras. Só para termos uma noção, se formos compara a força da gravidade com a força eletromagnética, a força eletromagnética é aproximadamente 1000000000000000000000000000000000000 (um seguido de 35 zeros) mais forte que a gravitacional. Mas por que toda essa diferença? É o que tentarei explicar.
A teoria das cordas diz que, dentro de todos os quarks (que compõem o nêutron e o próton dos átomos), existam cordas de energia que vibram de formas diferentes. Cada vibração representa um tipo de partícula diferente. Mas, para essa nova teoria ser válida, digamos que seriam necessárias, além das 4, mais 7 dimensões, totalizando 11 delas. E implicaria a existência de alguns infinitos universos paralelos. Mas, não irei focar neste assunto, apesar de ser interessantíssimo. O que quero focar é uma singular partícula chamada “gráviton”. Para entendermos um pouco melhor, temos que deixar claro que as forças acima citadas interagem através de partículas, o que não irei me aprofundar neste post, mas, segundo esta teoria a força gravitacional seria “causada” pelos grávitons. Os grávitons são singulares por apresentarem uma corda circular e de baixa energia. Mas, então por que a gravidade é tão fraca?
Uma das grandes e mais interessantes implicações da teoria das cordas é que, as partículas grávitons podem “sair” de nosso universo, e ir para outros universos paralelos. Devido a sua forma singular, ela simplesmente dá uma escapada, e consegue atravessar a membrana que separa os universos. Então, imagine a gravidade como um líquido, que pode escorrer livremente entre este universo e os outros adjacentes. Bem, o que temos de gravidade em nosso universo é apenas parte de um todo. Sendo assim, a força gravitacional pode sim ser  tão forte quanto as outras, ela apenas flui entre os universos. O único problema é que conseguir provas da existência e “flagrar” a partícula gráviton saindo de nosso universo e indo para o outro é meio complicado. No entanto, para isso estão os aceleradores de partículas. Por isso, torçam para que consigam logo achar o gráviton e que consegamos estudá-lo com mais clareza.
Será então, que seria possível a comunicação entre os universos através de ondas gravitacionais? Será que num futuro distante, poderemos nos comunicar com os seres de outros universos por um aparelho parecido com o celular? Bem, não é tão impossível. Contudo, se algum dia conseguirem, por favor, não se esqueçam de divulgar nosso blog.

Jhonatas Alfradique – Editor do Clave de Pi

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Queridos leitores,

Nós do Clave de Pi desejamos a vocês um feliz natal.
Para os cristãos: festejem porque este dia representa o nascimento do mais importante homem da história. Aquele que transmitiu conhecimentos que perduram há dois mil anos. Lembrem-se do valor desta data. E principalmente do principal ensinamento Dele, "ame ao próximo como a ti mesmo".

Para aqueles que não acreditam: festejem, esta é uma excelente data para reunir a família e os amigos. Esperamos que ganhem muitos presentes!

E lembrem-se caros leitores, vocês são nosso maior presente. Obrigado pela confiança!

Feliz Natal.
Dos editores,
Jhonatas Alfradique e Vitor S. Chagas

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Observações indicam que energia escura é invariável


Projeto multinacional mede energia liberada por 71 supernovas
por David Biello


Quando Albert Einstein trabalhava em suas equações da teoria da relatividade, lançou uma constante cosmológica para mostrar o Universo em equilíbrio harmonioso. No entanto, observações posteriores por Edwin Hubble provaram que o Universo não é estático. Pelo contrário, as galáxias estavam se movimentando em velocidades variadas. Einstein então abandonou esse conceito de equilíbrio, chamando-o de maior erro da sua vida acadêmica.

E observações na década de 1990 provaram que o Universo não se expandia lentamente, mas muito rápido. Isso parecia apontar para uma energia escura que preenche o espaço. Uma série de teorias tem sido desenvolvida para explicar o que pode ser esta energia escura.

Agora, novas observações de uma equipe internacional de astrônomos parecem mostrar que a energia escura é invariável ao longo do espaço e do tempo. Ao medir as distâncias de 71 supernovas, os cientistas foram capazes de determinar, com um elevado grau de confiabilidade, o grau de energia produzida pela explosão da estrela. Os pesquisadores também incluíram esses dados em uma equação que mede a relação entre pressão e densidade, descobrindo que a energia escura deve ser inferior a 0,85 – muito perto da constante cosmológica de Einstein de -1. "Nossa observação conflita com uma série de idéias teóricas sobre a natureza da energia escura, segundo as quais ela deve mudar à medida que o Universo se expande", diz o membro da equipe de Carlberg Universidade de Toronto. Os resultados serão publicados em uma edição futura da Astronomy & Astrophysics.

As 71 observações de supernovas são os resultados de apenas um ano do estudo Supernova Legacy Survey, realizado com telescópios em todo o mundo. Os dados recolhidos ao longo dos próximos quatro anos deverão aumentar a precisão da localização e ajudar os pesquisadores a determinar mais sobre a natureza enigmática da energia escura, que parece constituir pelo menos 70% do Universo.

Fonte: Scientific American Brasil

sábado, 18 de dezembro de 2010

Jimi Hendrix - Mais que uma lenda, um mito do rock

Jimi Hendrix foi um músico excepcional no sentido exato da palavra. Autodidata e canhoto, tocava de maneira completamente estranha uma guitarra Fender Stratocaster para destros, com as cordas invertidas. Revolucionou a maneira de tocar guiatarra, desenvolvendo o uso da alavanca e principalmente dos pedais conhecidos como wha-wha. Mais do que isso colocou a figura do guitarrista como principal personagem nas bandas de rock. Seus solos e riffs foram uma das principais raízes para o nascimento do heavy metal.
Johnny Allen Hendrix nasceu em Seattle, Washington, em 1942. O seu nome foi posteriormente alterado pelo pai ainda durante a infância para James Marshall Hendrix. Aos 16 anos começou a tocar violão, participando de um grupo chamado Velvetones. Aos 17 ganhou do pai uma guitarra elétrica e entrou para o grupo Rocking Kings que mais tarde mudaria de nome para Thomas & The Tomcats. Jimi resolveu abandonar a escola e entrar para um batalhão de paraquedismo do exército, de onde foi logo desligado em virtude de uma fratura no joelho. Sem a escola e não podendo mais seguir carreira no exército decidiu se dedicar exclusivamente à música, tocando em bares e clubes com o amigo Billy Cox em uma banda chamada King Kasuals. Em 1963 Mudaram-se para New York, onde atuou também como músicos de estúdio, gravando e tocando com os Isley Brothers, Jackie Wilson e Sam Cooke.
Em 1965, em uma de tantas apresentações ao vivo como acompanhante de bandas diversas, Jimi chamou a atenção de Little Richard, grande astro e pioneiro do rock and roll dos anos 50. Apesar da excelente recepção por parte do público e da boa química surgida entre o vocalista e guitarrista, o ego imenso de Little Richard não permitiria que um guitarrista talentoso ofuscasse a sua presença no palco. Com a desculpa de que Hendrix havia perdido o ônibus da banda após um show em Nova York, Little Richard o demitiu, felizmente não antes que alguns dos shows houvessem sido devidamente registrados.
Devido à excelente repercussão de suas performances com Little Richard Jimi consegue um contrato de dois anos com a gravadora Columbia. Rapidamente deixa de ser figurante e monta sua própria banda, Jimmy James and The Blue Flames. O jovem guitarrista canhoto chama a atenção não apenas pelos solos imprevisíveis e de estilo inédito até a época, mas também pela extrema habilidade em tocar a guitarra com os dentes ou nas costas.
Chas Chandler, baixista do grupo The Animals, ouve a banda e se impressiona, pede a Jimi para ser seu empresário e passa a divulgar a banda na Inglaterra. A única condição de Hendrix foi a de que, chegando a Londres, fosse apresentado a Eric Clapton, no que foi prontamente atendido por Chandler. A admiração entre Hendrix e Clapton foi mútua, apesar dos estilos diferentes. Mitch Mitchell é chamado para ser o baterista da banda, rebatizada de The Jimi Hendrix Experience. Logo gravam três singles, Hey Joe, Purple Haze e The Wind Cries Mary, seguidos de extensa divulgação em rádios e tvs inglesas. Em abril de 1967 sai o seu primeiro LP, Are You Experienced, um clássico do rock de todos os tempo. Após uma turnê como banda de apoio na Europa fazem sua estréia na America no Monterey Pop Festival na California, logo após seguindo em turnê americana como banda de abertura dos Monkees.
Ainda em 1967 sai o segundo álbum, Axis: Bold as Love, logo seguido por Electric Ladyland (em janeiro de 1968) que continha o hit All Along the Watchtower de Bob Dylan. Segue-se uma fase de muitas participações de Hendrix como músico ou compositor em discos de artistas diversos. A banda Experience é desfeita e Hendrix monta uma nova banda com Mitch Mitchell, Billy Cox, o segundo guitarrista Larry Lee e os percursionistas Juma Sultan e Jerry Velez. O novo nome da banda é Gypsy Sons. Logo Mitch Mitchell seria substituído por Buddy Miles e a banda mudaria de nome para Band of Gypsys.
Em 1970 a banda Experience seria reformulada e lançariam The First Rays of the New Rising Sun, logo depois mudando novamente de nome para Cry Of Love.
Em 18 de setembro de 1970 Jimi Hendrix entrou em coma em um quarto de hotel de Londres, sozinho, sendo encontrado desacordado por uma equipe de paramédicos. A caminho do hospital foi constatada a sua morte em virtude de sufocamento por seu próprio vômito. Existem muitas controvérsias sobre a real causa da morte, mas provavelmente Hendrix sofreu uma overdose de pílulas tranquilizantes.

Confira um de seus solos:

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Provas de Matemática IME - 1944 a 2009

Olá pessoal

Achei essa apostila de provas e quero compartilhar com vocês. São 324 páginas de pura prova de matemática. As resoluções começam desde as provas de 1977, mas, são as provas são desde 1944.

Enfim, aproveitem e divulguem o blog.


É uma boa pedida para quem quer começar estudar já nas férias.

Clave de Pi - "O conhecimento é a harmonia da vida."

Os dez maiores avanços da década

A revista "Science", publicação científica da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), divulgou a lista das dez descobertas científicas de 2010, elegendo a criação de uma máquina que se mexe com base nas leis da mecânica quântica, aplicáveis a partículas subatômicas, átomos e moléculas.
Segundo a revista, até março de 2010 todos os objetos feitos pelo homem eram movidos de acordo com as leis da mecânica clássica. O mês, porém, ficou marcado pela criação de uma máquina – um pequeno pedaço de metal semicondutor, visível a olho nu – que se movimenta pelas regras da mecânica quântica. Até então, somente partículas subatômicas se mexiam com base nesse sistema de leis de movimento.


DESCOBERTAS DE 2010
Genoma sintético em bactéria – Pesquisadores do instituto do biólogo Craig Venter desenvolveram um genoma sintético, capaz de mudar a identidade de uma bactéria. O genoma foi inserido no lugar do DNA original do micro-organismo e gerou um novo conjunto de proteínas. Segundo a revista, no futuro a técnica poderá ser empregada para criar biocombustíveis, novos fármacos e compostos químicos úteis.
Genoma do Neandertal – O sequenciamento do genoma obtido a partir dos ossos de três mulheres Neandertais, encontradas na Croácia e vivas entre 44 mil e 38 mil anos atrás, permitiu a comparação entre o DNA humano moderno e de seus ancentrais.
Profilaxia do HIV – O combate ao vírus da Aids ganhou duas novas armas: um gel vaginal, composto por 1% do antirretroviral “tenofovir”, testado na África do Sul e capaz de reduzir até 39% das infecções em mulheres; e um remédio dado a um grupo de homens homossexuais e transexuais que levou a uma diminuição de 43,8% na transmissão do HIV.
Genes de doenças raras – O sequenciamento de áreas específicas do DNA mostrou que um único gene pode ser a chave para identificar mutações que causam dezenas de doenças raras.
Simulações de dinâmica molecular – O uso de computadores poderosos facilitou o estudo do movimento de átomos em proteínas.
Tecnologia em Genômica – A área da ciência responsável pelo estudo de genomas de animais e plantas agora conta com tecnologias mais rápidas e baratas para trabalhos sobre DNAs antigos e modernos. O Projeto 1000 Genomas é um exemplo de avanço, conseguindo identificar muitas das alterações no genoma que caracterizam os humanos.
Simulador quântico – A dificuldade imposta pelas equações usadas pelos cientistas para traduzir o que é visto no laboratório pode diminuir com a adoção de cristais artificiais, que oferecem respostas rápidas. Os cientistas acreditam que o uso dessas ferramentas pode auxiliar na compreensão da supercondutividade e da chamada física da matéria condensada.
Reprogramação de células adultas – Técnicas para fazer células adultas retornarem ao estado inicial de desenvolvimento, como se fossem células-tronco embrionárias, viraram padrão para o estudo de doenças, segundo a revista. Em 2010, os cientistas aprenderam a fazer isso utilizando o ácido ribonucleico (RNA, na sigla em inglês) sintético. A técnica leva a metade do tempo e é 100 vezes mais eficiente e segura para uso terapêutico.
Ratos mais propícios à pesquisa – A “Science” destaca o possível retorno do uso de ratos em pesquisas científicas, após um período de “dominação” dos camundongos. Mais utilizados em laboratório pela facilidade que os pesquisadores encontraram em "desativar" alguns genes para gerar uma determinada característica ao animal, os camundongos podem perder parte do prestígio, já que os últimos avanços mostram que a característica também pode ser desenvolvida em ratos.
AVANÇOS CIENTÍFICOS DA DÉCADA
Também foram eleitos pela revista os dez maiores avanços científicos da primeira década do século 21. Os jornalistas da "Science" escolheram dez áreas de pesquisas que cresceram muito nos últimos dez anos e chegaram à seguinte lista:
Aproveitamento do genoma “descartável” – Com a descoberta de regiões específicas do genoma, mais relevantes à pesquisa por codificarem proteínas, os cientistas privilegiaram estudos com apenas 1,5% do total do DNA. Mas o restante do genoma, anteriormente conhecido como DNA “junk” (lixo, em inglês), voltou a ser pesquisado e tem se mostrado tão importante quanto a parte mais "nobre" do genona, segundo a revista.
Mudanças na Cosmologia - A última década levou os cientistas a considerarem o espaço como composto por matéria bariônica (a comum, da qual é feita os materiais do cotidiano), a matéria e a energia escuras. Com a união dessas teorias, os cosmólogos construíram um modelo padrão para interpretar o Universo, com pouca margem para novas interpretações, segundo a "Science".
Biomoléculas antigas - A descoberta que o DNA e o colágeno podem ser conservados por milhares de anos forneceu importantes descobertas sobre vegetais, animais e humanos, gerando uma grande atividade paleontológica. A análise desse material permitiu, por exemplo, identificar adaptações anatômicas sofridas pelas espécies ao longo dos anos, impossíveis de serem detectadas somente pelo estudo de ossadas.
Água em Marte – Muitas evidências de água no Planeta Vermelho foram divulgadas em 2010. Os astrônomos descobriram que até mesmo a superfície do astro pode ter contido água, fora o volume do líquido preso nas calotas polares do planeta.
Reprogramação de células - Durante a primeira década do século 21, os cientistas aprenderam a reprogramar células adultas em versões "pluripotentes", que conseguem se transformar em quase todo o tipo de célula do corpo. Com o avanço nas pesquisas, a comunidade científica espera que, em breve, terapias celulares e a reposição de tecidos e até órgãos seja possível pela técnica.
Microbioma – Cientistas começaram a voltar a atenção para o ambiente no qual vivem vírus e bactérias. Segundo a revista, 90% das células em nosso corpo são micróbios, o que leva os pesquisadores a querer saber mais como mudanças em genes microbianos afetam o aproveitamento da energia que homens obtêm ao comer ou como o sistema imunológico reage.
Exoplanetas – No ano de 2000, eram apenas 26 planetas conhecidos fora do Sistema Solar. Atualmente, com o lançamento de sondas específicas para este fim como a Kepler, da agência espacial norte-americana (Nasa), este número ultrapassou 500. O objetivo agora é o de encontrar planetas cada vez mais similares à Terra, que reúnam condições para o desenvolvimento da vida.
Inflamações – Segundo a revista, a comunidade médica está cada vez mais alerta para o papel importante das inflamações no desenvolvimento de doenças crônicas como câncer, aterosclerose, diabetes e até obesidade.
Metamateriais – Físicos e cientistas conseguiram gerar materiais com propriedades inexistentes na natureza como a capacidade de guiar luz.
Mudanças climáticas – O aquecimento global e as alterações no clima ganharam força no cenário mundial, com a criação de eventos da ONU como as conferências do Clima e da Biodiversidade. Estudos de órgãos como a Nasa e a agência norte-americana que monitora as condições da atmosfera e dos oceanos (NOAA, na sigla em inglês) também comprovam que a temperatura não para de subir, sendo que 2010 poderá ser eleito como um dos anos mais quentes da história.

Fonte: G1