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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Religião e epilepsia


Estrutura mental da espiritualidade e seu papel evolutivo ainda são um mistério.
por Edson Amâncio
Um dos temas atuais mais palpitantes em neurociências é saber "onde" estão as redes neurais cerebrais que codificam a crença (ou a fé). Localizacionistas apostam no lobo temporal, e tal convicção se fundamenta na religiosidade das pessoas que sofreram lesão nessa área.

Trabalhos científicos enfatizam o fato de que portadores de epilepsia do lobo temporal desenvolvem religiosidade exacerbada. Entre casos famosos mencionados encontra-se o pintor Vincent Van Gogh. Qual teria sido a origem do seu fervor religioso, levando-o a tornar-se um pregador tão obstinadamente preocupado com seus deveres que acabou expulso de sua seita?

Numa tentativa de compreender melhor o fervor religioso despertado em pessoas com lesão temporal o neurologista Vilayanur Ramachandran estudou dois pacientes epiléticos do lobo temporal, ambos com tendência espiritualista exacerbada. Submeteu-os a um experimento simples, conectando-lhes ao braço um eletrodo que capta impulsos elétricos na pele quando a pessoa é envolvida por alguma emoção. Numa tela de computador assistiam a figuras neutras (como bola de tênis, árvore e quadro-negro) intercaladas com imagens de sexo, violência, símbolos religiosos e palavras alusivas a Deus. Para surpresa dos examinadores, os impulsos mais intensos não se deram com cenas violentas ou eróticas: naqueles dois epiléticos do lobo temporal, a intensidade aumentava nitidamente quando os pacientes viam imagens religiosas.

Assim, seria lícito supor - por mais absurdo que possa parecer - que existem áreas no cérebro cujos circuitos são especializados em fé ou apego religioso? É exatamente aí que se inicia a penumbra do nosso conhecimento. Talvez por isso os neurocientistas tenham se negado sistematicamente a dedicar tempo de pesquisa ao tema.
Um epilético com lesão no lobo temporal e que desenvolvera religiosidade exacerbada quando não havia nele nenhum vestígio de interesse religioso antes da cirurgia causadora da lesão contou-me que, ocasionalmente, sofre uma crise em que tem a nítida sensação de sair do corpo, uma evidente sensação extra-sensorial. Relatos como esse se encaixam na experiência tornada pública em 2001 por Olaf Blanke. Ele colheu o extraordinário relato de uma paciente que passou por uma experiência extra-sensorial quando teve o giro angular direito estimulado por uma corrente elétrica. Ela estava se submentendo a cirurgia de crânio para a retirada de áreas geradoras de descargas epiléticas no lobo temporal.

Esse tipo de operação geralmente se faz sob anestesia local, pois é importante que o paciente esteja acordado para orientar os médicos quanto à sensação experimentada em cada área estimulada. Assim, colocam-se delicadamente eletrodos sobre o córtex cerebral, e desencadeia-se uma estimulação elétrica enquanto se aguarda a reação do paciente. Dessa forma, faz-se um mapa das áreas cerebrais próximas à lesão, permitindo identificar o local, remover precisamente a área afetada e preservar as áreas sadias das vizinhanças.

Quando neurocirurgiões estimularam o giro angular (região próxima à porção mais posterior do lobo temporal), a paciente relatou a sensação de levitar. Os estímulos foram repetidos várias vezes, e, numa delas, ela se referiu à sensação extracorpórea; estava a cerca de 2 metros distante do próprio corpo, perto do teto da sala, observando os médicos operar sua cabeça.

Até que ponto o resultado desses experimentos se superpõem? Pode uma avaria nas redes neurais que parecem governar a fé desencadear uma crença que não existia ou estava adormecida? E qual o papel do giro angular na sustentação da imagem corporal? Por que a estimulação dessa área cortical projeta para o paciente sua imagem fora do corpo? Que papel a evolução atribuiu ao lobo temporal no controle das nossas crenças? Se nossos genes são de fato "egoístas", a que atribuir a crença ilimitada em outra vida, em outra dimensão? E por que tais crenças se tornam acentuadas quando estruturas do lobo temporal são atingidas? Respostas a essas questões talvez sejam um dos maiores desafios para as neurociências.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Google mostra plataforma contra desmatamento em Copenhague

A Google.org, braço filantrópico do Google, apresentou na semana passada, durante a convenção sobre mudanças climáticas que ocorre em Copenhague, na Dinamarca, um protótipo de tecnologia para monitoramento e medição das mudanças em florestas de todo o planeta. A intenção é contribuir para a diminuição do aquecimento global ao possibilitar um monitoramento mais eficiente do desmatamento.
  Segundo o site The Washington Post, o Google pode ajudar a combinar imagens de satélite do Google Earth com o enorme potencial de processamento de seus computadores para identificar os locais onde ocorrem desmatamentos de forma bastante rápida. Hoje, com o potencial bastante limitado das máquinas de laboratórios, são necessários dias para completar análises de imagens de satélite. Com ajuda do Google, esse prazo pode ser reduzido para questão de segundos.
A plataforma, desenvolvida em conjunto com Greg Asner, professor do departamento de geologia e ciências ambientais de Stanford, e Carlos Souza, geólogo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ainda está em fase de testes, mas o Google tem planos para disponibilizá-la de forma mais ampla ainda no próximo ano.
De acordo com o site CNET News, a plataforma não terá fins lucrativos, o que pode significar que seu acesso será restrito apenas para cientistas, governos e agências de monitoramento ambiental. Entretanto, ainda que o acesso seja restrito, existem diversas organizações envolvidas na nova iniciativa do Google, conforme informações do site Ars Technica.
O Google menciona diversas organizações no mundo todo que tem contribuído com o desenvolvimento da plataforma, entre elas diversos órgãos brasileiros, governamentais e privados, como o Ministério do Meio Ambiente, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Mais informações podem ser obtidas no blog da Google.org pelo atalho bit.ly/desmatamento.

Jogos: o jogo mais difícil do mundo Links patrocinados:


Se você é daqueles que gosta de games com grandes desafios, eu tenho um muito bom para você. O jogo chama-se “O Jogo Mais Difícil do Mundo” (The World’s Hardest Game). Não é nenhum jogo de tiro, muito menos de corrida, mais sim um jogo que você deverá conduzir um quadrado vermelho entre labirintos repletos de obstáculos.
O jogo é muito simples, pelo menos os seus comandos são. Para jogar apenas use as setas do teclado. Mas você deve estar pensando que este jogo é muito fácil não é? Mas é aí que você se engana meu caro. Além de você ter que conduzir o quadrado vermelho pelo labirinto no meio de muitos obstáculos, você ainda terá que pegar alguns pontinhos amarelos que estão espalhados pelo labirinto para poder abrir a saída e assim passar para o próximo nível. Ah! Aliás, são 30 níveis.
Para vocês terem uma idéia de como é difícil o jogo, eu tentei jogá-lo, e na minha opinião até que fui bem, cheguei a até o nível 9, mas não tive paciência para seguir adiante pois a situação estava bem complicada. Mas chega de conversa. O negócio é tentar, e se você realmente quer jogar “O Jogo Mais Difícil do Mundo”, é só clicar aqui. Boa sorte para vocês e deixe seu comentário dizendo como foi a experiência.
Fonte: Uol – Jogos

sábado, 12 de dezembro de 2009

A HIPÓTESE DE RIEMANN

A invenção do Cálculo Diferencial e Integral provocou um dos maiores avanços no pensamento ocidental. O trabalho monumental realizado por Newton e Leibniz propiciou o avanço da ciência em todas as suas áreas. O matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783) foi um dos pioneiros em aplicar os métodos do Cálculo a problemas de Teoria dos Números dando origem à Teoria Analítica dos Números. Entretanto, o matemático alemão G. F. B. Riemann (1826-1866) é reconhecido como o verdadeiro fundador da Teoria Analítica dos Números e como possuidor de uma das mentes brilhantes mais originais e profundas do século XIX.

Riemann revolucionou a Análise Matemática, a Geometria e a Física Matemática. Em Teoria Analítica dos Números, bem como em outras áreas da Matemática, suas idéias fundamentais ainda exercem uma profunda influência. Variedades Riemannianas, Superfícies de Riemann, Equações de Cauchy – Riemann, Hipótese de Riemann, e muitos outros assuntos encontram-se entre seus trabalhos.

Riemann possuía uma intuição poderosa e precisa, mas apesar de sua genialidade e criatividade, sua vida foi extremamente modesta. Riemann morreu prematuramente de tuberculose. A sua timidez, a sua falta de habilidade como orador, e seu talento nato para a Matemática, fizeram com que ele não seguisse a carreira de teólogo, contrariando a vontade paterna. O matemático alemão Lejeune Dirichlet (1805-1859) foi seu professor e exerceu grande influência em seu trabalho.

Em 1851, Riemann completou o doutorado sob orientação do grande matemático alemão  K. F. Gauss (1777-1855) que afirmou: “Riemann é possuidor de uma originalidade gloriosamente fértil”. Um fato peculiar é que a chave para alguns dos problemas contemporâneos mais essenciais reside em uma conjectura feita por Riemann.
Denominada de Hipótese de Riemann, essa conjectura representa um dos problemas mais importantes da Matemática.

Tudo começou quando Euler definiu em 1740 uma função denotada pela letra grega ς ( lê-se “zeta”).  A função zeta de Euler associa a todo número real maior que 1 um novo número real
 
.

É interessante notar que, substituindo s pelo número 2, Euler descobriu que (2) = π2/6.  Ele observou que essa função daria informações sobre o padrão dos números primos e, assim, nascia a Teoria Analítica dos Números, ou seja, o estudo dos números primos por meio do Cálculo aplicado à investigação de propriedades de algumas funções complexas.

Funções complexas são funções definidas no conjunto dos números complexos que assumem valores complexos. Não dá para enxergar um gráfico de uma função dessas porque ele tem dimensão quatro. Porém, é possível com a ajuda de um bom software obter os gráficos das partes real e imaginária de uma tal função
Convém observar que existem inúmeras funções zeta e alguns matemáticos costumam dizer que Teoria dos Números é o estudo de funções zeta. Entretanto, qual é a relação entre os números primos e a função zeta de Euler?
Euler demonstrou o impressionante teorema que afirma que para qualquer número real s maior que 1, a função zeta se expressa como um produto infinito de fatores da forma
 
qualquer que seja o número primo p, ou seja,
.
Essa função foi investigada por Riemann, detalhadamente, quando ele substituiu o número real s por um número complexo, o que tornou a função zeta uma função complexa. Ou seja , ς(s) é o número complexo:
,       para Re(s) > 1.
[Re(s) significa a parte real do número complexo.]

A função zeta não está definida para todos os números complexos. Entretanto, Riemann percebeu, utilizando uma técnica da Teoria das Funções Complexas, que era possível estender a função zeta para todos os números complexos, exceto para o número z = 1. Assim, a função zeta passou a ser chamada de função zeta de Riemann.

Em 1859, Riemann publicou um artigo brilhante de oito páginas, seu único artigo em Teoria dos Números, onde usava a função zeta para investigar o padrão dos primos. Seu objetivo era demonstrar a Conjectura de Gauss, hoje conhecida como Teorema do Número Primo, que afirmava que a quantidade de números de primos entre 1 e x, quando x é muito grande, é aproximadamente x dividido pelo logaritmo natural de x, isto é,
x / ln x.

Embora Riemann não tenha obtido sucesso, o seu trabalho foi importantíssimo para o desenvolvimento da Teoria Analítica dos Números. Vários resultados foram obtidos por ele quando da investigação das propriedades dessa função. Riemann mostrou que propriedades dessa função estão intimamente ligadas à distribuição dos números primos, ou seja, à seqüência natural dos números primos no conjunto dos números inteiros positivos. 

Riemann esquematizou o caminho de futuros progressos dessa investigação em uma série de conjecturas bem fundamentadas dentre as quais a famosa “Hipótese de Riemann”. Em 1896, o matemático francês J. Hadamard e o matemático belga C. J. de la Vallée – Poussin demonstraram, independentemente, o Teorema do Número Primo utilizando as idéias desenvolvidas por Riemann.

Consideremos a equação ς(s) = 0. Então, qualquer número complexo s que resolva essa equação é denominado um “zero” da equação.

Riemann observou, primeiramente, que os inteiros negativos pares –2, -4 –6, ... são zeros da função. Depois observou que deveriam existir infinitos zeros complexos e, então, estabeleceu de forma audaciosa a conjectura de que qualquer outro zero complexo da função zeta possui parte real igual a ½, ou seja, têm a forma s = ½ + b i.

Portanto, todos os zeros da função zeta que não são números reais estarão na reta vertical      x = ½. Essa reta é geralmente chamada de reta crítica.

A primeira coisa a observar é que os zeros da reta crítica não são reais, colocam-se simetricamente em relação ao eixo real e também em relação à própria reta crítica. Essa é a célebre hipótese de Riemann. É sem dúvida, um problema muito importante, pois o conhecimento dos zeros da função zeta se traduz por um conhecimento mais profundo da distribuição dos números primos.

No primeiro semestre de 2004 a demonstração dessa conjectura foi anunciada pelo matemático francês Louis de Branges de Bourcia e se encontra sob exame por especialistas.     Esse matemático já anunciara outras vezes ter demonstrado essa famosa conjectura, mas erros foram encontrados em suas demonstrações.

A Matemática exerce grande fascínio nos homens e alguns milionários, apesar de não serem matemáticos, estimulam a pesquisa matemática. Esse é o caso do norte-americano, magnata de fundos de investimentos e amante da matemática, Landon Clay, que criou em Cambridge, Massachussets, uma organização sem fins lucrativos destinada a promover e financiar a pesquisa em Matemática: o Clay Mathematics Institute (CMI).

Em um encontro realizado no Collège de France em Paris, em maio de 2000, o CMI anunciou uma oferta de sete prêmios, cada um no valor de um milhão de dólares, pela descoberta de soluções para cada um dos sete problemas considerados os mais importantes, mais difíceis e mais desafiadores da Matemática. Um pequeno comitê formado pelos matemáticos mais importantes da atualidade escolheu esses problemas que passaram a se chamar os “Problemas do Milênio”.

A Hipótese de Riemann foi considerada um dos problemas do milênio, pois é o problema mais importante da Matemática ainda não resolvido que tem conseqüências em Física e profundas repercussões na Teoria da Informação como, por exemplo, na questão da segurança na Internet. Essas conseqüências, que representam um componente essencial da vida atual, serão o tema de nossa próxima coluna.

Curiosidades sobre a Teoria da Relatividade.

Velocidade limite para a caminhada

A relatividade especial impõe um limite para a velocidade de caminhar. Segundo a definição, caminhar significa manter pelo menos um dos pés no solo.
Segundo a relatividade, para que isto seja válido em todos os referenciais inerciais, a velocidade máxima que um indivíduo relativístico pode alcançar é c/3, onde c é o valor da velocidade da luz no vácuo.
(Referência: George B. Rybicki, American Journal of Physics, Volume 59, pages 368-369, 1991)

Conceito relativo de rigidez

O conceito de rigidez de um corpo é relativo, isto é, depende do sistema inercial de referência. Uma barra de ferro, por exemplo, pode parecer rígida para um observador viajando em um foguete, enquanto que a mesma barra pode parecer flexível para um observador parado no laboratório.
(Referência: W. Rindler, American Journal of Physics, Volume 29, pages 365-366, 1961)

Paradoxo dos gêmeos

Dois irmãos gêmeos estão lado a lado em repouso visto do referencial da Terra. Um deles sai correndo com velocidade de 1 m/s, percorre 100 metros na ida e mais 100 metros na volta, sempre mantendo constante sua velocidade. O gêmeo que correu terá envelhecido neste percurso 0,000000000000001 segundo a menos que o gêmeo que ficou parado.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Impotência da Ciência

Ulisses Capozzoli
           
            Se o pior desastre da história da civilização não for capaz de sensibilizar os governos mundiais a fechar um acordo para a redução dos gases de efeito estufa ─ que aquecem a atmosfera da Terra e promovem mudanças climáticas a curtíssimo prazo ─ então talvez seja o caso de se acreditar que o mundo realmente deva acabar em 2012.
Ou logo depois disso.
Afinal, que futuro se pode esperar?
            A partir da reunião do ocorre neste momento em Copenhague, qual o sentido de expressões como “governo” “estadista” “consciência humana” e “autoridade” se a frustração ocupar o espaço reservado à esperança de que sejamos capazes de compreender minimamente o futuro do planeta e a sorte da humanidade?
            Uma frustração em Copenhague, ainda que isso possa parecer algo radical à primeira vista, equivale a dizer que somos mais estúpidos que estamos dispostos a acreditar e não temos preocupação com outra coisa a não ser dinheiro e poder.
            Um pequeno e tirânico poder.
            O que alguém, uma instituição, uma grande empresa ou um país inteiro poderia fazer num mundo dilacerado por completo desregulamento climático?
            Desde o primeiro encontro promovido em Berlim, na Alemanha, para discutir mudanças climáticas, em meados da década passada, há países que contabilizam hipotéticas vantagens com essas alterações na Natureza.
            Como isso ocorreria?
            O aquecimento da atmosfera não significa que a Terra inteira ficará mais quente. A mudança no regime de ventos, correntes marinhas e outros processos naturais podem resfriar áreas com temperaturas médias pouco apropriadas a certas culturas e atividades.
Ao mesmo tempo, regiões de temperaturas baixas, caso da Sibéria, na Rússia, poderiam abrigar culturas estratégicas como o milho e outros grãos.
Essas seriam algumas das vantagens comparativas.
Mas elas valeriam a pena?
A menos que prevaleça a lógica de um economicismo estúpido, irresponsável e profundamente desumano, não faria o mínimo sentido levar a sério situações como esta.
Ocorre que não apenas essa abordagem (o economicismo estúpido) tem prevalecido no passado recente, como os tempos parecem apropriados à aceitação do que há de pior, no que quer que seja.
Aparentemente, a humanidade, em seu conjunto, perdeu o senso do passado, embutido na história, do valor da vida, presente na Terra, e do sentido de futuro, ou da história do futuro, ao submeter-se a uma alienação de várias ordens, permeadas, todas elas, pela completa banalização.
A primeira discussão, no caso da mudança climática, envolveu o fato de este fenômeno ser ou não de origem antrópica, ou seja, produzido por atividades humanas.
O pensamento conservador e os lobbies energéticos, em especial, entraram em cena para argumentar, sem base sustentável, que o aquecimento não estaria ocorrendo ou, se estivesse, teria por trás dele causas naturais.
Perdeu-se um tempo enorme até que prevalecesse a versão (apoiada em inúmeras demonstrações) de que se trata de um aquecimento e alteração global de origem antrópica, resultado de atividades humanas.
Claro que, especialmente em se tratando de ciência, é preciso assegurar a palavra aos que não concordam com esta versão. Mas esta, neste momento, é outra história.
E isto poroque, mesmo em se tratando de eventual mudança natural, o fenômeno do aquecimento não teria razões para dispensar iniciativas no sentido de coibir gases de efeito estufa que, inequivocamente, aquecem a atmosfera, processo conhecido em laboratório desde meados do século 19.
Agora, governantes negaceiam, desconversam, manipulam dados e cifras como se participassem de uma banca de jogos de azar.
Os países ricos, os maiores poluidores históricos, argumentam que a crise econômica (resultado da crença ortodoxa da mão invisível do mercado) impede-os de ser mais sensíveis às demandas dos emergentes para o controle das emissões dos gases do aquecimento global.
Habituados a uma mentalidade colonial, esquecem-se de que, desta vez, estamos literalmente no mesmo barco. Um barco cósmico e vivo que navega pelos braços da Galáxia rodopiando em torno de um sol amarelo, de meia idade, acompanhado de outros membros de reluzente um colar planetário.
Talvez Carl Sagan tenha toda razão, em seu último livro, O Mundo Assombrado pelos Demônios, ao dizer que a ciência foi impotente em sensibilizar a sociedade humana para a complexidade e beleza da história do Universo e da vida que se desenvolve na Terra.
Até onde sabemos, em meio a outros 200 bilhões de estrelas da Galáxia (e existem outros bilhões de galáxias no universo visível) a Terra é o único mundo em que temos absoluta certeza da presença da vida e do que, até hoje, fomos ensinados a identificar como “criaturas inteligentes”.
Talvez essa possa vir a ser uma falha irremediável da ciência.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pílula antienvelhecimento é produzida com erva chinesa

Estariam os segredos da juventude nas pontas dos nossos cromossomos?
por Mandy Kendrick
TRIFFET/ISTOCKPHOTO
De olho no relógio da vida: pílula atua sobre os telômeros
Na Terra do Nunca, Peter Pan ficou jovem para sempre. Na vida real, pesquisadores estudam os telômeros, ou regiões de DNA repetitivo nas extremidades dos nossos cromossomos, para tentar chegar a algo como uma versão real dessa história.

Os telômeros consistem de até 3.300 repetições da sequência TTAGGG do DNA. Elas protegem as extremidades dos cromossomos de serem confundidos com pedaços partidos de DNA que de outra forma seriam consertadas pelo mecanismo de reparo celular. Entretanto, cada vez que nossas células se dividem, os telômeros se encurtam. Quando ficam curtos demais, nossas células não conseguem mais se dividir e o organismo para de produzi-las. Com o tempo, esse processo leva ao envelhecimento e à morte.

A T.A. Sciences, com sede em Nova York, alega ser a única companhia no mundo a produzir um suplemento, em forma de pílulas, testado em laboratório e que demonstrou impedir o encurtamento dos telômeros, dessa forma suspendendo o processo de envelhecimento. O produto, TA-65, é feito com extratos da erva chinesa astrágalo, usada com propósitos medicinais por mais de mil anos, segundo Noel Patton, diretor-executivo da companhia.

O TA-65 é produzido na planta em níveis muito baixos, mas a empresa purifica e concentra a substância, que se imagina “ligue” a enzima telomerase (hTERT), que age mantendo ou alongando os telômeros. A hTERT normalmente está “desligada” nas células adultas, exceto nas células imunes, óvulos, espermatozoides e em células formadoras de câncer maligno.

As pílulas de TA-65 não necessitam de aprovação da Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos porque está classificada como suplemento e não medicamento. Nesse caso, portanto, a T.A. Sciences não pode fazer nenhuma afirmação acerca da eficácia da droga na cura de doenças. Entretanto, Patton e Calvin Harley, diretor de ciências da Geron – empresa que descobriu o TA-65 – observa que pesquisadores encontraram uma correlação entre o comprimento dos telômeros e a suscetibilidade a certas doenças relacionadas com o envelhecimento.

A T.A. Sciences realizou a partir de 2002 testes com o TA-65 durante cinco anos. Os resultados do experimento antienvelhecimento podem ser encontrados no website da empresa. Patton afirma que vem tomando o suplemento há dois anos e que todos acima dos 40 na T.A. Sciences tomam o produto.

William Andrews trabalhou com biologia dos telômeros nos últimos 15 anos e é o diretor executivo da Sierra Sciences Ltda., empresa rival que busca substâncias que ativem a telomerase, mas também tem sido cliente da T.A. Sciences nos últimos dois anos e meio. Ele acredita que “tomar um indutor de telomerase é mais seguro que dirigir para o trabalho”, mas reconhece que existem alguns riscos desconhecidos na ingestão do produto. Por exemplo, a telomerase é a mesma enzima que faz com que células cancerosas parem de envelhecer ou se tornem imortais, portanto existe uma chance de que o TA-65 mantenha vivas células cancerosas que de outra forma morreriam, observa Andrews.

No entanto, segundo ele, a ativação da telomerase deve, primeiramente, manter os telômeros mais longos e na verdade, reduzir as chances das células se tornarem cancerosas. Ele também afirma que a enzima deve manter vivas por mais tempo as células do sistema imunológico, que lutam contra a maior parte das células cancerosas.

Outro problema com a ciência dos telômeros é que não existe um organismo modelo adequado para testes. Animais não envelhecem através do encurtamento dos telômeros, como ocorre com os humanos, observa Harley, acrescentando que “nem mesmo ratos ou macacos têm o mesmo sistema de envelhecimento por telômero. A melhor cobaia para os testes será o ser humano, no fim das contas”.

Para pacientes como Andrews, os benefícios em potencial do suplemento parecem suplantar os riscos. “Pessoas como eu, que decidem tomar o TA-65 e desejam tomar indutores de telomerase mais fortes no futuro, devem agir de acordo com a intuição”, observa.

Para os menos audaciosos, outros pesquisadores identificaram estilos de vida que ajudam a obter uma atividade da telomerase mais eficaz, sem o gasto de US$ 14 mil por ano de um tratamento com o TA-65.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Novo desafio, dessa vez envolvendo matemática. Quem conseguir resolver irá ter a sua foto explosta no nosso blog!

Boa Sorte!

Desafio:


Determine o conjunto solução da equação sen³x + cos³x = 1 - sen²x.cos²x.

Curiosidades Científicas

Se uma pessoa gritasse durante 8 anos, 7 meses e 6 dias, teria produzido energia suficiente para aquecer uma xícara de café…
Em 10 minutos, um furacão produz mais energia do que todas as Armas Nucleares juntas.
A probabilidade de você viver até os 116 anos é de um em 2 bilhões.
É fisicamente impossí­vel lamber o próprio cotovelo.
Um raio atinge uma temperatura maior do que a da superfície do sol.
Os raios se movem com velocidade média de 246 km/s para descargas com polaridade positiva e 304 km/s para as descargas de polaridade negativa.
No núcleo do sol, a cada segundo, 600 milhões de toneladas de hidrogênio se convertem em héio.
Um pedaço de uma estrela de neutrons do tamanho de uma cabeça de alfinete pesaria um milhão de toneladas.
O eco que ouvimos em certas ocasiões é devido à repetição de um som pela reflexão da sua onda sonora.
O grafite do lápis e o diamante possuem a mesma forma química e se diferenciam unicamente pela estrutura cristalina

Maiores e mais difíceis palavras da língua portuguesa

Conheça as maiores e mais difíceis palavras da língua portuguesa, e fique tranquilo, você nunca irá ouvir falar delas!

1. Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico - Palavra que define uma pessoa acometida por uma doença pulmonar, causada pela aspiração de cinzas vulcânicas (hun??). O vocábulo de 46 letras ganhou seu primeiro registro no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (página 2242) em 2001.
2. Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose - É a doença cuja palavra para o portador ocupa o primeiro lugar. (Ô de cima animal hehe oO).
3. Hipopotomonstrosesquipedaliofobia - É uma doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (estranho ou fobia), de se pronunciar palavras grandes e complicadas como essas. HEHE a palavra contém 33 letras.
4. Anticonstitucionalissimamente - É um advérbio da língua portuguesa que descreve algo que é feito contra a constituição. Com 29 letras, é a quarta maior palavra do nosso idioma.
5. Oftalmotorrinolaringologista - Especialista em doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta, ocupa o quinto lugar deste ranking, com 28 letras.
6. Inconstitucionalissimamente - É o sinônimo de anticonstitucionalissimamente, ocupa sexto lugar. O advérbio, com 27 letras, é tida como a mais longa palavra de língua portuguesa pelo Guinness Book of Records. Possui 27 letras e é um advérbio que designa o mais alto grau de inconstitucionalidade.